Síntese de maio de 2026: crescimento sustentado, eletrificação em máximos históricos e um mercado de usados cada vez mais dinâmico.
Fontes: ACAP, Standvirtual e BCA
Em maio registaram-se 25.080 ligeiros de passageiros e 3.235 comerciais ligeiros. O ritmo abrandou face a abril, mas a procura confirma resiliência num contexto europeu mais exigente.
Quase três em cada quatro novos ligeiros de passageiros já utilizam energias alternativas, um dos níveis de penetração mais elevados alguma vez registados em Portugal.
Impulsionada por maior aceitação dos consumidores, mais modelos disponíveis, melhor infraestrutura de carregamento e crescente preocupação com os custos de utilização.
A atividade global subiu +9% face a maio de 2025. A procura acelera mais depressa do que a oferta, com os maiores desequilíbrios nos veículos abaixo de 15.000€ e acima de 30.000€.
As importações subiram +3% em maio e +14% no acumulado do ano. A transformação relevante está na energia: pela primeira vez a gasolina ultrapassa o gasóleo, e os 100% elétricos lideram pelo segundo mês consecutivo.
Portugal importa cada vez mais stock recente e eletrificado, acelerando a renovação do parque automóvel nacional.
Parte crescente dos consumidores procura alternativas fora do mercado tradicional de usados nacional, recorrendo cada vez mais ao veículo importado.
Não há inflação estrutural nos usados. O preço médio sobe pelo peso de stock mais recente, importados, eletrificados e segmentos premium. A carros comparáveis, os valores descem.
As forças estruturais mantêm-se favoráveis, sem ignorar os riscos de acessibilidade e financiamento.